quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Rendenção.

Eu me rendo. Não quero mais fingir... A verdade é que tudo sempre volta ao começo e fico sozinha novamente. As máscaras caem como as folhas secas no outono e mostram o quão frágil e frio é o que existe por trás delas. Não existe medo na escuridão, é nela que nos despimos sem que os fachos de luz revelem nossas fraquezas. Porém brilhar é preciso...
A penumbra conforta mas não alimenta.
É chegado o tempo da mudança, quando máscaras não mais conseguem esconder os olhares tristes, contudo sedentos de esperança. As veias pulsam e não se pode ignorar o sorriso que mesmo tímido luta para provar que vale a pena. O ritmo das batidas do coração já se cansou de ser medíocre e previsível, é quando de repente tudo acelera e pára. Recriando a pulsação que explode o silêncio da alma. Essa inquietação seca a boca e não permite respirar. Guerra silenciosa que atormenta mas acalma, queima mas não arde. Quando o êxtase é a ferida exposta que não se pode cicatrizar. Momento em que se descobre que a excelência não está em sanar a dor, mas gozar com ela e beber seu sangue em cada vez que a perfuram mais e mais.
Ter sede e fome e desejo de ter ... força!
...e lamber os dedos com veneno...sorrindo...vivendo...sempre...

Marcia Xavier

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