
Toda paisagem tem dois ângulos. Toda música, dois tons. Todo amor, dois amantes... dois irmãos.
Um encontro pode ser um encontro para os que se unem, mas uma despedida para o que ficou para trás.
Uma despedida pode ser a possibilidade de um novo encontro ou ainda a chance do inesquecível encontro até um intervalo. Mas pode ser o fim.
E se o fim pode ser um novo início e o início mais um fim, como saberemos quando finda uma estória?
Sei hoje uma pouco mais do que sabia há algum tempo atrás, mas ainda sei quase nada. O que eu sei me basta para entender que é preciso escolher por qual ângulo eu quero olhar a vida. Para entender que é preciso amar o arco-íris e reconhecer todas as suas cores para saber o valor do branco. E amá-lo dessa forma. Pois como poderíamos saber que o branco é composto de todas as outras cores se não o olhássemos por dentro?
Eu quero olhar o mundo por dentro e achar o que deveríamos ter procurado o tempo todo: eu mesma!
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